Lilian Aragão: "Nas minhas redes sociais nada é produzido. É tudo que eu vivo"

Influenciadora digital e mulher de Renato Aragão comenta sua relação com a internet e o que a motivou a trazer o humorista para as redes sociais

Por O Dia

Lílian Aragão
Lílian Aragão -

Moderna e digitalizada, essa é Lilian Aragão. Já conectada e fazendo sucesso com seus seguidores do Instagram, Lilian é a grande responsável pela entrada do marido Renato Aragão nas redes sociais. Sempre antenada em tudo que é publicado sobre o marido e a filha Lívian Aragão, a matriarca da família estudou o ambiente digital e incentivou o marido a criar o próprio perfil, após notar publicações falsas sobre ele. Outro motivo que a fez colocar o humorista na internet é a proximidade dele com os fãs, que agora é maior. E os estudos valeram à pena, já que o Instagram de Renato Aragão soma mais de 2 milhões de seguidores. Em entrevista à coluna, a nova influenciadora digital conta os desafios da atividade e a alegria em ter contato direto com o público.

Como surgiu o interesse em virar influenciadora digital?

O start surgiu quando comecei a fazer pesquisas. Já trabalhava com internet para Lívian e Renato há algum tempo. Ela com o canal no Youtube e o Renato para eu descobrir o que acontecia nas redes sociais que falavam tanta mentira dele, então tive que fazer uma limpa. Comecei a perceber o quanto de inverdades que escreviam do Renato, e as pessoas ganhavam dinheiro na internet falando mal do Renato. Achei melhor acabar com isso. Comecei a estudar e entrar nesse mundo com bons advogados para processar as pessoas que falam sem fundamento, de pesquisas e grupo de consultores da pesada para que a gente entenda como funciona a internet e entrar de maneira direita.

Quem foi sua maior inspiração?

Eu tenho um marido de 84 anos, que entrou numa nova plataforma, num veículo de comunicação veloz e, falando a linguagem de quatro gerações, ainda faz sucesso. Acho ele um gênio, um mito, uma das pessoas que mais amo no mundo. Só me inspiro no meu marido.

Mas a Lívian também te ajudou no início?

Sim. Há muito tempo, ela vinha pedindo para a gente olhar as redes sociais do pai dela. Mas a gente sempre dava prioridade para os perfis dela. Ela vem fazendo um trabalho lindo desde pequena, com muita segurança e lisura. Sou fã da minha filha e do meu marido. Por que não a família toda entrar na internet usando a nossa verdade?

Você chegou a fazer um curso destinado a novos internautas?

Não. A Lívian foi me ensinando ao longo do tempo. Também fiz pesquisas na internet para aprender como funcionam as coisas. Sou uma eterna curiosa.

O que tem aprendido nas redes sociais?

Tenho percebido que nas redes sociais o contato com o público é direto. As pessoas escrevem e falam com a gente muito rápido. Antigamente mandavam cartas que demoravam muito a chegar. Hoje é muito próximo o contato do público com o blogueiro ou artista na internet.

O que mudou em sua vida após entrar para as redes?

Ficamos mais divertidos. Além disso, o contato das pessoas que amam o Renato se estendeu para mim. A gente está conseguindo retribuir o carinho. As pessoas ficam muito felizes com isso. É uma forma de gratidão para as pessoas que gostam da gente.

Consegue desgrudar da internet em algum momento?

Sempre usei a internet, principalmente desde que a Lívian era pequena, para monitorar e saber o que estava acontecendo. De uns tempos pra cá, passou para o Renato. Eu nunca desgrudo do celular. Tenho dois aparelhos, um para o trabalho e outro pessoal. O celular nos ajuda a viver esse mundo com velocidade e praticidade, pois de onde eu estiver eu posso trabalhar. Isso facilitou muito minha vida. Vivo dia e noite com o telefone ligado, mas sei as horas que não é legal usar, como em reuniões e momentos com a família.

Qual a maior dificuldade de ser uma influenciadora digital?

Você tem que dispor de um tempo e se programar para atender seu público, que está esperando você postar. Então existe todo um planejamento para você trabalhar. Não há dificuldade quando você gosta do que faz. Nem sabia que eu adorava isso. Gosto muito de me comunicar e consegui, de alguma forma e de outra, falar com as pessoas que gostam de mim.

Como é o desafio de representar uma das poucas blogueiras vintage no mercado?

Existem poucas blogueiras vintage mesmo. Estudando rede social descobri isso. Foi então que pensei assim: 'posso entrar nesse mercado porque eu gosto de me comunicar, se eu gosto de falar, tenho que estudar para falar direito. Vou mostrar minha realidade do jeito que sou.' Então isso não é difícil. Comecei a pesquisar e fazer o meu jeito real de viver e de mostrar as coisas que eu gosto.

A maioria do seu público é feminino?

Sim. As mulheres começaram a se identificar comigo pois sou uma pessoa mais velha, falo de cara lavada, das coisas de casa... nas minhas redes sociais nada é produzido. É tudo o que vivo mesmo. Quando posso gravar eu gravo, quando não tenho tempo, paciência. O segredo disso é você ter um feedback com seu seguidor. Meu público maior é o feminino e a gente se identifica bem. Escuto muito o que elas falam pra mim.

Já chegou a comprar seguidores?

O meu Instagram é totalmente orgânico. Descobri que as pessoas que compram seguidores estão perdendo eles porque a rede está sendo monitorada. Na verdade, nem sabia que existia isso. Só tenho três meses na rede e fui instruída a não comprar seguidor.

O que você não mostra de jeito nenhum nas redes?

Existe uma maneira bacana de você apresentar sua vida para as pessoas. A sua intimidade só a você pertence, como a cama que dorme, seu quarto... Você não precisa compartilhar essas coisas com o mundo. Pra tudo existe um limite.

Você já pagou algum mico nas redes?

Eu não sei se chama pagar mico nas redes sociais, mas o fato é que sou muito realista. Mostro meu dia a dia. Não estou preocupada em pagar mico ou não. As pessoas que gostam de mim do jeito que eu sou vão me seguir.

Nas redes você fala muito em aparência. Até que ponto isso é uma preocupação?

Eu tenho quatro fundamentos pra mim no meu estudo como blogueira sobre os assuntos que as pessoas mais curtem, que são beleza, saúde, moda e, ao meu ponto de vista, autoestima. Como sou uma blogueira vintage, acredito que estou fazendo com que as pessoas acima dos 50 anos usem o celular e assistam ao que quiserem. Essa linguagem é destinada para o público mais velho. Assim, a beleza é um item muito importante tanto na televisão, quanto na internet. Sempre foi assim.

Na vida, você sempre se preocupou com aparência, ou não é tanto ligada à vaidade?

Na vida, eu sempre fui ligada à aparência em função da televisão por causa do meu marido e filha. Mas nunca estive na obrigação de estar em forma, fazendo cirurgia plástica, nem nada. Eu simplesmente cuido da minha aparência para ser uma pessoa agradável pra mim, para viver bem, porque gosto de ser colorida, estar bem arrumada. Fui criada assim: não saio de casa sem pentear cabelo, sem escovar os dentes, sem passar batom e sem estar bem arrumadinha. Isso eu aprendi na primeira infância com minha mãe. Se isso é ser vaidosa? Eu sou e gosto muito.

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