'Sou uma mulher muito tranquila e com hábitos simples', afirma Ana Furtado

Apresentadora bate um papo com a coluna sobre seu lado voluntariado, fala da superação do câncer, e comenta os preparativos para o Natal

Por O Dia

Ana Furtado
Ana Furtado -
Em clima de véspera de Natal, a coluna traz uma entrevistada especial. Fora dos holofotes, Ana Furtado tem um lado generoso e admirável. Na entrevista abaixo, a apresentadora nos conta um pouco sobre uma de suas versões que mais gosta: a de voluntariada. Engajada com projetos sociais e campanhas de conscientização, como as do câncer de mama, por exemplo, Ana Furtado é conselheira do Instituto Protea, que auxilia mulheres na luta contra a doença. "Quando me tornei paciente, compreendi no corpo, na alma e no coração como o apoio faz a diferença para quem precisa", contou. Aos 46 anos, ela também fala sobre carreira, vida pessoal e muito mais!
Como surgiu a ideia de fazer um trabalho voluntário?
Desde criança, percebi o valor de se dedicar ao voluntariado. Na 5ª série, por exemplo, fiz uma campanha de arrecadação de alimentos entre os alunos da minha escola para ajudar a 'Nordeste Já' em prol da seca que assolava a região nos anos 80. Desde então já participei de inúmeras outras campanhas, sempre ciente do poder que temos de transformar para melhor a realidade do próximo.
Foi uma ideia antiga, um desejo antigo ou por ter passado por uma experiência pessoal você sentiu a necessidade de se dedicar a esse trabalho voluntário?
Há pelo menos 20 anos eu me dedico também às campanhas de conscientização e prevenção do câncer de mama. Quando me tornei paciente, compreendi no corpo, na alma e no coração como o apoio faz a diferença para quem precisa. Eu estive nesse lugar e vi a dimensão do alcance e da transformação que uma palavra, um sorriso, um abraço tem na vida de uma pessoa. Conheci o Instituto Protea nos primeiros meses de atuação, durante o meu tratamento, e me coloquei imediatamente à disposição para o que precisassem. O Instituto tem como missão proporcionar,de maneira ágil e com qualidade, o tratamento do câncer de mama para mulheres de baixa renda. Na nossa visão, todas as mulheres devem ter acesso rápido a um tratamento digno para a cura do câncer de mama. Para isso, precisamos muito de doações por meio de site e redes sociais do Instituto. Para essas mulheres, tempo é cura! Tempo é vida!
Qual é a sua função?
Sou a imagem do Instituto e acabei de ser convidada para me tornar Conselheira.
O que você pensa do engajamento de pessoas famosas no trabalho voluntário?
Acho muito importante para chamar atenção de causas importantes e relevantes para a nossa sociedade.
Você venceu um câncer. Que lição você tira?
A verdadeira tragédia da vida é não vivê-la na sua plenitude, como ela merece e deve ser vivida. Cada dia é um milagre. Um presente valioso de Deus.
Neste Natal, o que você diria para uma pessoa que acaba de receber um diagnóstico de câncer?
A vida é movimento e transformação. Tudo o que nos acontece tem um sentido para estar acontecendo. Para nos fazer mais fortes e capazes de compreender o verdadeiro sentido da vida. Eu me curei do câncer e permiti que ele curasse a minha vida. Permita que ele cure a sua também. Força! Você chega lá!
De vez em quando você aparece fazendo trabalhos manuais no 'É de Casa'. Fala verdade para os nossos leitores: você leva jeito?
Eu fiz faculdade de Artes Plásticas, então, não sou tão ruim assim... (risos). Adoro trabalhos manuais. Para mim, é uma terapia. E ter essa oportunidade no 'É de Casa' torna ele ainda mais especial para mim. Aprendi a fazer muitas coisas legais nesses quatro anos de programa. Neste Natal, por exemplo, vou usar um porta panetone de tecido que aprendi a fazer no ano passado.
O que você mais gosta de fazer sem ser apresentar?
Adoro atuar! Recentemente tive uma experiência maravilhosa ao interpretar a presidiária Gerusa na novela do Walcyr Carrasco, 'A Dona do Pedaço'. Foi tão intenso e gratificante que se tornou um dos trabalhos mais importantes e queridos da minha carreira.
Você começou a sua carreira de atriz e passou a ser apresentadora. Quando e como você virou essa chave?
Iniciei a minha carreira na Globo como apresentadora do game show 'Ponto a Ponto', aos domingos, em 1996. Foi uma experiência incrível. Não tinha muita noção na época da importância que os domingos tinham (e ainda têm) na televisão brasileira. Eu me divertia muito fazendo o programa e só me dei conta da grandeza dele alguns anos depois. Logo em seguida fui convidada para fazer dramaturgia e fiquei durante duas décadas entre essas duas paixões.
As pessoas sempre têm curiosidades para saber como é a sua rotina e como é a dona de casa Ana Furtado. Pode nos contar?
Sou uma mulher muito tranquila e com hábitos simples. Acordo cedo e começo o dia com uma xícara de café. Feijão e arroz fazem parte do meu cardápio diário. Faço as compras no supermercado, rego as minhas plantas, cuido das minhas cachorrinhas, assisto TV à noite com o meu marido e vejo a filmes e séries com a minha filha. Uma vida nada glamourosa e absolutamente maravilhosa!
Como e onde vai ser o seu Natal? Você é quem organiza tudo?
O meu Natal esse ano será como todos os outros. Em família. Não abro mão disso! Sempre passamos em casa e cuidamos de todos os detalhes. A decoração da casa fica por minha conta e a comida deixo para o Boninho que é o mestre do sabor danossa casa.
Tem algum prato que não pode faltar na sua ceia?
Peru assado com farofa de castanhas! Deu água na boca só de pensar...
Na vida, em geral, você tem alguma superstição?
Gosto de entrar no estúdio sempre com o pé direito. E o Ano Novo também!
Você sempre foi muito religiosa ou ficou mais depois do seu problema de saúde?
Sempre fui religiosa e sempre tive muita fé que, aliás, nunca me abandonou nenhum dia sequer da minha vida.
O que você espera para 2020?
Que seja um ano de luz, paz e harmonia para todos nós.
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