Pré-candidatos a presidente, Witzel e Doria travam guerra nas redes sociais

Levantamento revela que governador do Rio leva vantagem em relação ao de São Paulo

Por CÁSSIO BRUNO

Governadores de São Paulo e do Rio, João Doria (à esquerda) e Wilson Witzel, respectivamente
Governadores de São Paulo e do Rio, João Doria (à esquerda) e Wilson Witzel, respectivamente -
RIO - Um relatório do Sistema Analítico Bites aponta que, de 1º de janeiro até a última quinta-feira, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), produziu 3.681 posts em seus perfis oficiais no Twitter, Facebook, Instagram e YouTube. Alcançou 9,2 milhões de curtidas, comentários e compartilhamentos. Para cada post, Witzel obteve a média de 2.521 interações. Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), no mesmo período, fez 2.778 posts e obteve 5,4 milhões de interações. Ou seja: cada mensagem teve 1.970 participações dos internautas. Witzel e Doria são pré-candidatos à Presidência da República, em 2022.

No universo dos 27 governadores, no entanto, Doria concentra 27% da audiência, seguido por Ronaldo Caiado (de Goiás, DEM) e Witzel, ambos com 12%. A disputa do ex-juiz federal com Doria nas redes tem um motivo óbvio: seguir os mesmos passos do sucesso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas redes sociais quando era candidato ao Palácio do Planalto. Bolsonaro tentará a reeleição.

CASO QUEIROZ: A PRIMEIRA VITÓRIA NO MP

O Ministério Público do Rio deu parecer favorável a um pedido do senador Flavio Bolsonaro (PSL) para declarar a incompetência do juízo da 27ª Vara Criminal, que autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do parlamentar e de mais 94 pessoas físicas e jurídicas no caso Queiroz. Com isso, as decisões do juiz Flávio Itabaiana podem ser anuladas. O MP entendeu que, como Flavio era deputado estadual à época dos fatos, só poderia ser julgado por Órgão Especial e não na primeira instância. É a primeira vitória do senador no MP.

A INDICADA DE ROMÁRIO NA ESTATAL

Mônica Reis, ex-diretora de Administração da Eletronuclear, foi vista circulando recentemente pelos corredores da subsidiária da Eletrobras. A moça era uma indicação do senador Romário (Podemos, na foto), mas deixou o posto após o ex-jogador perder espaço. O Congresso, no entanto, pressiona o governo para distribuir mais cargos no setor elétrico em troca de apoiar Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

INDICADA DE PASTOR CAIU

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), exonerou ontem a presidente da Rio Luz, Ana Cláudia Monteiro Silva. A moça, aliás, foi uma indicação feita pelo Pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

A QUEDA DO PRESIDENTE

José Cláudio Cardoso Ururahy, presidente da Imprensa Oficial, órgão do governo do estado, foi demitido ontem. A queda tem o dedo da bancada do DEM na Alerj. Os deputados Samuel Malafaia e Fábio Silva mandam por lá.

NOVA NOMEADA NA ASSEMBLEIA

Priscila Nocetti, a funkeira e ex-vereadora, ganhou cargo de assessora parlamentar na Alerj. Ficará nomeada no gabinete do deputado Renato Cozzolino (PRP). A esposa de Rômulo Costa atuará em favelas.

ALIANÇA NO HORIZONTE

O vereador de Niterói, Bruno Lessa (PSDB), e o ex-deputado estadual Felipe Peixoto (PSD), pré-candidatos a prefeito na cidade, jantaram juntos ontem. Não descartam se unir para concorrer em chapa única.

TEMPOS SOMBRIOS

O escritor e jornalista Cid Benjamin lança, no dia 23, na Travessa do Leblon, ‘Estado Policial - Como Sobreviver’. No livro, ele conta a sua experiência na ditadura.

PICADINHO

A 12° edição da Parada LGBT da Maré será realizada amanhã, com o tema: ‘Aceitar é uma escolha sua, respeitar é um dever de todos’.

Termina, na próxima segunda-feira, as inscrições para o programa de educação musical Brasil de Tuhu.

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa da OAB-RJ faz amanhã, às 11h, caminhada em Copacabana. Saída do Posto Seis.

SOBE

CAROL SANTIAGO

Brasileira ganhou a medalha de ouro ao vencer ontem os 100 metros livres no Mundial de Natação Paralímpico.

DESCE

MARCELO ODEBRECHT

Acordo firmado pelo empresário com a Justiça dos Estados Unidos o impede de trabalhar na empreiteira da família.

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