Educação ambiental na escola

Petrópolis e Cabo Frio lançam programas para despertar a consciência ecológica de crianças e jovens

Por ASSINATURA REPÓRTER ??????

Projeto Aurita realiza visitas a escolas da rede pública municipal de Petrópolis e promove atividades pedagógicas com estudantes
Projeto Aurita realiza visitas a escolas da rede pública municipal de Petrópolis e promove atividades pedagógicas com estudantes -

Educação ambiental se aprende escola. Pelo menos em Petrópolis e Cabo Frio. As duas cidades acabam de dar início a projetos que contemplam atividades pedagógicas para chamar a atenção dos alunos das respectivas redes municipais de ensino para preservação de espécies em extinção.

Na Serra, Petrópolis desenvolveu o Projeto Aurita, um desdobramento do Programa de Conservação dos Saguis-da-serra, do Instituto Chico Mendes (ICMBio) e administrado pela ONG PREA. O projeto realiza visitas às escolas municipais e realiza atividades variadas com a temática da defesa da espécie — o aurita é um pequeno sagui nativo que está ameaçado de extinção e vive nas matas da região.

Neste ano, o Projeto Aurita já esteve presente em três escolas e ainda chegará em outras duas. A meta para 2020 é ampliar o número de colégios visitados. De acordo com a secretaria, o programa visa, por meio de jogos educativos, mostrar a realidade do aurita, identificando a espécie e diferenciando-os de outros saguis. Durante as atividades, os alunos desenvolvem também painéis e cartazes, quebra-cabeças com os animais da região que estão em extinção, fazem paródias e ainda participam de torneio de dominós de primatas, entre outras atividades.

Ainda segundo a pasta, o aurita é abordado de diferentes formas, conforme os anos de escolaridades dos estudantes. Nas atividades, os alunos são informados sobre como vive a espécie, conhecem seu habitat e ficam sabendo como o desmatamento progressivo da Mata Atlântica e a abertura de estradas e o tráfico de animais tem contribuído para a extinção do pequeno sagui.

"As brincadeiras, jogos e conteúdos trabalhados com os estudantes levam em consideração a idade e as disciplinas que podem estar envolvidas no processo de aprendizagem. Ou seja, eles aprendem brincando e acabam sendo multiplicadores de informação, repassando para as comunidades tudo o que aprenderam sobre a preservação do aurita", destaca Marcia Palma, secretária de Educação.

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