Especialistas indicam bom senso no uso da vaga de garagem

Há vários conflitos entre os moradores, como carro mal estacionado, veículo riscado ou arranhado, vaga presa e estacionamento em vaga errada

Por O Dia

Segundo especialistas, um dos problemas mais frequentes atualmente é o tamanho dos carros
Segundo especialistas, um dos problemas mais frequentes atualmente é o tamanho dos carros -
Rio - Se tem um espaço do condomínio que costuma gerar conflitos entre os moradores, esse local é a garagem. São várias situações que levam os moradores a reclamações recorrentes em prédios residenciais, como carro mal estacionado, veículo riscado ou arranhado, vaga presa e estacionamento em vaga errada. Para evitar aborrecimentos, especialistas indicam bom senso entre os vizinhos.
De acordo com Anna Carolina Chazam, gerente de gestão predial da Estasa, atualmente um dos problemas mais comuns entre os residentes é o tamanho dos carros. “Os veículos são grandes e muitas vezes nãos cabem nas vagas, sendo necessário fazer um grande trabalho através da manobra”, aponta a especialista.
Outro pepino é o morador que utiliza a vaga como depósito e não como estacionamento de veículos. Há casos em que o espaço é usado para guardar móveis e utensílios pessoais, além daqueles que estacionam
carros e motos numa vaga ou colocam bicicletas na garagem em local não permitido.
“Para todos os casos, é necessário sempre consultar o que prevê a convenção e o regimento interno do condomínio e que prevaleça sempre o bom senso”, explica Flavia Ramos, gerente de condomínio da Precisão Empreendimentos Imobiliários. Caso a convenção ou regimento interno não sejam claros é importante convocar uma assembleia para tratar o assunto.
LOCAÇÃO E VENDA 
Outro ponto recorrente quando se fala sobre vagas de garagem é a prática de aluguel de espaço para terceiros, medida praticada por moradores para conseguir uma renda extra ou também aqueles que não têm veículos. Segundo especialistas, isso se torna viável quando é estabelecido nas regras da convenção do condomínio a possibilidade da permissão de locação e venda para outros moradores e até para usuários externos. 
“Quando é uma vaga autônoma, aquela com escritura e fração ideal própria, o morador pode vender mais facilmente, pois não tem vínculo direto com o imóvel”, afirma Flavia.
“O contrato são com valores praticados no mercado, eles vão variar de acordo com a localidade e condições do espaço. Antigamente existia preço atrelado ao valor do condomínio ou salário mínimo, hoje 100% são negociações entre as partes”, explica Anna.

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