Protesto na Cinelândia - ESTADÃO CONTEÚDO
Protesto na CinelândiaESTADÃO CONTEÚDO
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Rio - Sob intermitente garoa e temperatura de 19ºC, frio para o padrão carioca, cerca de 150 pessoas se reúnem na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, às 17h45 desta sexta-feira, 23, em ato para denunciar a "destruição da Amazônia e do meio ambiente brasileiro".

Líderes de grupos de defesa do meio ambiente discursam, e por volta das 18 horas foi realizado um minuto de silêncio em protesto contra a política ambiental do governo federal.

"As queimadas sempre existiram, os governos anteriores também falharam na preservação ambiental, mas a atual gestão é especialmente maléfica. Desde janeiro estamos denunciando o desmonte da estrutura de fiscalização e combate a incêndios, o desinteresse do ministro Ricardo Salles por qualquer questão ecológica", afirmou Ricardo Graça Aranha, líder do coletivo Amazônia na Rua, que organiza o ato na Cinelândia.

"(O presidente Jair) Bolsonaro nunca teve nem terá qualquer interesse em preservação ambiental, então qualquer medida que ele anunciar agora será só uma reação momentânea às pressões no Brasil e no exterior. Não acredito em nada do que ele vier a anunciar, porque não é uma filosofia de governo, é uma tentativa de amenizar as pressões", concluiu.
Protestos marcam a tarde desta sexta-feira - AFP


Para o ex-deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), que acompanha o ato, Bolsonaro está "acusando o golpe", ao decidir usar cadeia de rádio e TV para falar sobre os incêndios florestais. "Ele nunca teve nenhum interesse pelo tema, sempre criticou a preservação ambiental, e queria extinguir o ministério do Meio Ambiente. Não fez isso, mas colocou lá alguém que pensa como ele", afirmou. "A questão ambiental é o que está em destaque neste momento e até agora é o tema que mais repercutiu contra Bolsonaro, mas a oposição precisa se manter atenta, fiscalizar e denunciar os eventuais erros em todos os campos governamentais", disse.