Setor se aproxima de Brasília para aprovar novas leis

Representantes do setor participam de encontros com a cúpula do governo federal, fazem lobby para aprovação de projetos de lei e confirmam até a presença de ministro do STF em encontro

Por Herculano Barreto Filho

Paulo Guedes, ministro da Economia, recebeu representantes do setor de seguros
Paulo Guedes, ministro da Economia, recebeu representantes do setor de seguros -
Brasília - De olho em políticas públicas voltadas para o setor de seguros, representantes da Confederação das Seguradoras (CNseg) se aproximam cada vez mais de pessoas ligadas aos Três Poderes em Brasília. Num intervalo de apenas dez dias, a entidade se reuniu com pessoas da alta cúpula do governo federal no Planalto. No dia 31 de julho, o encontro foi com o vice-presidente Hamilton Mourão. No dia 9 deste mês, houve uma audiência com Paulo Guedes, ministro da Economia (foto ao lado). Entre 4 e 5 de setembro, a CNseg promove a 9ª edição do Conseguro, também em Brasília.
Com o tema 'As Novas Fronteiras do Desenvolvimento', o evento vai reunir cerca de 700 pessoas para debates técnicos com especialistas sobre tendências do segmento, economia, poupança a longo prazo e investimentos em infraestrutura. Nesta semana, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou presença como palestrante no encontro.
Paralelo a isso, representantes do setor também se mobilizam para aprovar projetos de lei de interesse do segmento no Congresso. A proposta que amplia a presença do seguro em obras de infraestrutura deve ser colocada em votação em breve. O Projeto de Lei 6814/2017 prevê alterações na Lei de Licitações, com a adoção de seguro garantia obrigatório para obras acima de R$ 100 milhões e ampliação da garantia para 30% do valor do empreendimento. A lei atual permite, mas não obriga, a contratação de seguros que podem variar de 5% a 10% do valor da obra.
O assunto também consta entre 'As Propostas do Setor Segurador Brasileiro 2019/2022', elaborado no ano passado e entregue ao governo federal. O documento traz uma lista de 22 propostas norteiam os interesses do setor. O objetivo é intensificar a participação do segmento nas políticas públicas no país. " O setor está preparado para ajudar o país a retomar o ciclo de crescimento que virá com a aprovação das reformas estruturais, com as privatizações e concessões na área de infraestrutura. A divulgação é mais importante ao considerarmos que, infelizmente, ainda há uma desproporção entre a importância dos seguros e o conhecimento por parte de decisores e influenciadores", disse Marcio Coriolano, presidente da CNseg.
PREOCUPAÇÃO COM SAÚDE, APONTA PESQUISA
Uma pesquisa de preparo para a aposentadoria, elaborada pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon aponta que 71% de profissionais de áreas de alta exigência física consideram a saúde como a principal preocupação na hora de se aposentar no país. Entre as áreas abordadas no levantamento, destaque para pessoas que atuam na agricultura, construção civil, área militar, equipes de emergência, limpeza e metalurgia. O índice contrasta, por exemplo, com a Holanda, um dos 15 países estudados. Lá, apenas 20% da população desses segmentos demonstram esse tipo de preocupação.
GUIA DE RISCOS DE ENGENHARIA
A Fenseg lançou o 'Guia Referencial: Seguros de Riscos de Engenharia', para levar conhecimento sobre a área. E, assim, fortalecer vínculos entre segurado, corretor e seguradoras. Os indicadores da Susep mostram que a demanda por essa carteira está aquecida. Nos primeiros cinco meses do ano, o Seguro de Riscos de Engenharia arrecadou R$ 264,4 milhões em volume de prêmios, um crescimento de 138,7% em relação ao mesmo período de 2018.

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