'Estou mais tranquilo e não tenho mais aquele vício no sexo', diz Eduardo Costa

Cantor revela que está mais devagar nos relacionamentos e não gosta de ser chamado de polêmico

Por O Dia

Eduardo Costa
Eduardo Costa -
Ele é um dos cantores mais populares do universo sertanejo e seu nome está sempre envolvido em polêmicas. Mas Eduardo Costa não gosta de ser chamado de polêmico. Talvez, a definição ideal é ser franco demais. E isso ele é. Em entrevista à coluna, esse mineiro da capital, que é Edson Vander na certidão de nascimento, falou sobre medo, música, cirurgias plásticas, críticas, vontade de conhecer suas raízes ciganas romenas e sexo. O cantor até admitiu que está mais devagar nos relacionamentos e revela um desejo."Eu tenho casa, mas quero ter uma família".
Eduardo, quantas cirurgias plásticas você fez na vida e por que você não se importa em falar sobre elas?
Eu fiz uma cirurgia plástica na minha vida. Fiz uma lipoaspiração há 10 anos e foi a única cirurgia plástica que eu fiz na vida. Muitas pessoas me perguntam se eu já fiz plásticas. Não fiz mesmo. Eu sou louco para fazer uma no nariz porque eu não gosto do meu nariz e não faço porque eu morro de medo de perder o meu timbre de voz. O timbre de voz está totalmente ligado ao nariz e a forma de respiração. Morro de medo de perder o meu jeito de cantar e que as pessoas se identificam. Eu prefiro conviver com esse nariz que eu não gosto muito. Fiz a lipo porque eu quis fazer, não tinha necessidade, mas eu não me arrependo. Fiz limpezas de pele e apliquei botox no rosto para dar uma melhoradinha na pele.
Afinal, o que aconteceu de fato entre você e Leonardo?
Nunca aconteceu nada entre mim e o Léo. As pessoas acham que o fato de não estarmos o tempo inteiro juntos é porque existe alguma coisa e aí vão tirando as suas conclusões. Também eu não vou ficar dando explicações sobre as nossas vidas, sobre as hipóteses que levantam sobre nós. O Leonardo tem a vida dele, os shows, a família e a fazenda para cuidar e eu tenho a minha. Tenho meus cavalos, as minhas músicas e os meus negócios. Eu não vivo só de música. Eu e o Leonardo somos irmãos, somos família, somos sócios e temos uma relação de amor. Nós nunca tivemos uma discussão nem briga. Nunca discutimos por nada e os nossos encontros são risadas, brincadeiras, piadas, cachaças e violas. Eu e Leonardo nos amamos e nos respeitamos. Ele é meu ídolo e sempre será. Eu sou apaixonado pelo Leonardo.
Você já falou que é tarado por sexo? Continua?
Eu mudei muito. Estou ficando mais maduro e como não tenho ninguém, estou solteiro, tenho me policiado bastante. Procuro cuidar das pessoas que estão próximas a mim. Como homem solteiro, eu fico com alguém , dou uns beijos... mas, hoje em dia, eu estou mais leve, mais tranquilo e não tenho mais aquele vício no sexo. Só que tenho a mesma fome, a mesma gana pelo sexo. Se pudesse, eu teria muitas mulheres, mas eu me coloco no lugar delas e eu não queria em hipótese alguma deixar alguém chateado, alguém magoado, nenhuma mulher triste comigo. Por isso, hoje, eu prefiro me resolver me sozinho em certas horas porque se você vai trocando de mulher, você vai trocando de energia, você acaba se contaminando demais. Então, hoje em dia, tenho me policiado bastante para ter uma vida mais saudável com relação a isso... Estou mais tranquilo. Eu não procuro mais mulheres porque quando a gente procura, a gente acha... Eu espero que isso aconteça na minha vida para que eu possa ter uma família, ter filhos e ter um lar. Casa eu tenho, mas eu quero ter uma família.
Já falhou alguma vez? Como foi? O que fez?
Vixe Maria. Já falhei muitas vezes, mas não por falta de tesão. Às vezes por algo que aconteceu ali na hora. Eu acho que isso pode acontecer com qualquer homem. Se eu tivesse broxado por falta de tesão, eu teria ficado muito chateado, mas nunca falhei por isso. Falhei uma vez por câimbras nas pernas. Na hora do 'vamos ver'... deu câimbra. Outra vez o telefone tocou e apareceu o nome de outra mulher na tela e deu aquela broxada (risos)... Graças a Deus, consegui me recuperar. Não pode ficar com isso na cabeça porque pode virar psicológico.
O que vale entre quatro paredes?
Eu acho que o casal tem que se satisfazer. Se eles se amam, se gostam e estão de acordo com o que está rolando ali, pra mim está tudo bem. Não pode ter invasão da privacidade um do outro. Se for de comum acordo pode acontecer qualquer coisa. Não tenho preconceito! Eu sou um homem que gosto muito de mulher, gosto mesmo, sou sertanejo, caipira e tenho um jeitão meio cigano, mas em comum acordo vale tudo. O importante é sentir prazer, é gozar. Se o cara gosta de dois homens, as mulheres gostam de duas mulheres ou o cara gosta de um fio terra, tudo bem. Entre quatro paredes, tudo é permitido com muito amor, carinho e respeito.
Essa história de você ter ficado com menores, foi verdade? Virou uma polêmica?
Esse negócio de menor de idade é tão bobo. A minha mãe, por exemplo, me teve com 16 anos. Casou com 15 anos! A minha irmã teve o filho com 17 anos e eu sou contra a qualquer tipo de relação com menor. Acho agressivo, mas quando eu tinha 22 anos, eu namorava uma menina de 16 anos e, naquela época, eu era muito menino. Sabia que eu perdi a minha virgindade com 17 anos? Com 22 anos eu era um cara totalmente inexperiente sexualmente falando e eu acredito que não tinha muita diferença para a minha namorada da época. Hoje, eu com 40 anos ficar com uma menina de 16 anos, é feio. Agora, um cara com 20 anos não tem problema e a moça estiver de acordo e a família também estiver de acordo, tudo bem. As pessoas caçam cabelo em ovo... mas, menor de idade... Pelo amor de Deus! A gente tem que respeitar. Eu tenho filha, irmã, prima, sobrinha e não quero isso para a minha família. Acho que a gente tem que fazer com os outros o que permitiriam que fizesse dentro da nossa casa. Com a minha idade hoje não dá para ficar com uma menina de 20 anos. Não consigo nem me imaginar. Mas já namorei mulheres mais novas, claro.
As pessoas falam que você é polêmico. Você se considera polêmico?
Eu não sou um cara polêmico. Acho que as pessoas que me fizeram tornar um cara polêmico e não gosto disso. Acho ridículo ser polêmico. As pessoas que querem causar polêmicas são pessoas que querem aparecer. Eu não gosto de aparecer. Gosto de aparecer, sim, quando estou cantando, tocando, compondo e fazendo a minha arte. Não quero aparecer por aparecer. Quero aparecer como artista. Há um tempo, havia um debate muito grande na época da política e eu dei a minha opinião. Fiz alguns desabafos bem revoltado com a situação do país e muitas pessoas me consideraram polêmico, me taxaram como polêmico e levaram a minha opinião para o lado que elas quiseram. Eu fiquei triste porque estava defendendo uma classe, eu estava tentando ser o Robin Hood, um herói tentando defender as pessoas menos favorecidas naquele momento e não me entenderam. Hoje, eu mudei muito e não tenho mais opinião a ser dada. Mesmo que eu pense sobre um determinado assunto, eu não me posiciono. Não quero dar opinião sobre nada. Eu percebi que tudo se volta contra a gente em redes sociais. Eu quero agora mostrar a minha musica, a minha arte.
Você já foi cantado por uma pessoa do mesmo sexo?
Já fui várias vezes e sou sempre. Nunca tive preconceito e sou bem tranquilo com relação a isso. Eu gosto é de mulheres. Gosto muito mesmo, mas não me incomoda, não! E eu procuro ser carinhoso com essas pessoas que me assediam. Claro que eu não vou retribuir como a pessoa imagina porque o meu gosto é diferente, né? Adoro os gays e não sou homofóbico. Acho que uma pessoa tem que ser feliz com a opção sexual que ela quiser, escolher e desejar. A vida é muito curta para ficar mentindo para si mesmo.
O que as pessoas nem imaginam sobre o Eduardo Costa?
Tem várias coisas que as pessoas não sabem sobre mim. Eu sou um cara muito religioso e leio muito a Bíblia. Posso dizer que eu sou um estudioso da história bíblica porque eu adoro esse tema, sempre me interessei. Sou apaixonado por Filosofia. Eu não tenho estudos, estudei só até a 4ª série do antigo primário porque tive que cuidar da minha família, mas sempre li muito. Quando eu comecei na carreira, eu tinha a preocupação de saber escrever, ter cuidado com o português e aí passei a ler muito e cheguei a contratar uma professora para me orientar, mas sempre li muito sobre tudo. Até sobre a cultura da Romênia. Eu sou cigano e descendente dos romenos. As pessoas também não imaginam que eu sou homem caseiro. Eu gosto de ficar em casa.
Você tem medo de alguma coisa?
Tenho sim. Tenho medo de não cumprir as missões que eu tenho e tenho ainda muitas delas. Eu sou um missionário. Eu não nasci para ficar rico nem famoso. Nasci para cantar, levar alegria para o povo e gerar empregos. Eu quero cumprir essa missão até ficar bem velhinho, com uns 100 anos. E esse é o medo que eu tenho. Peço a Deus todos os dias para me dar saúde para chegar bem com a idade avançada. Tenho medo também de perder os meus entes queridos. Eu nem imagino a dor que possa ser perder os meus. Só de pensar, eu já fico louco.
Você lançou um novo DVD, 'Fora da Lei'. Fala um pouco desse trabalho?
É um trabalho diferenciado. Hoje no Brasil, um artista grava um DVD de ano em ano ou um pouco mais. Eu acho que um DVD é igual um bom vinho: você tem que fazer na hora certa para que não vire uma coisa banal. É preciso valorizar o seu trabalho e eu nunca quis gravar um DVD todo ano. Tinha sete anos que eu não gravava. Resolvi gravar esse agora em Curitiba e tem vários estilos musicais embutidos em um só, que é a coisa do country, do folk, do flamenco e tudo meio sertanejo. 'Fora da Lei' vem para mostrar um lado do Eduardo Costa que estava meio escondido. Com certeza esse DVD é o melhor da minha carreira e o melhor da música sertaneja dos últimos tempos.
E essa música inédita 'Ainda Tô Ai'?
É uma música que fala das pessoas que se amam, que se gostam. Eu a ouvi pela primeira vez há três anos e não estava nem pensando em gravar um trabalho. Ela contava praticamente uma história que eu estava vivendo naquele momento. Hoje, eu não vivo mais essa história, mas quando pensei nela, lembrei. Além de mim, quantas pessoas poderiam estar passando pela mesma situação? A música sertaneja fala de um cotidiano que é muito comum a todos porque ela fala de amor. O amor faz parte da vida de todo mundo e 'Ainda Tô Aí' faz parte. Ninguém esquece e nem quer ser esquecido de um grande amor quando a relação não existe mais. Depois, a gente esquece e liga um f. bem grande. Mas, quando a coisa é recente, a gente pergunta 'ainda tô aí?'.
O que Eduardo não tolera e não perdoa?
Eu não gosto de falar que não perdoo. Também não gosto de julgar porque eu sou um cara falho e como um homem falho, um homem que erra, eu posso cometer erros e às vezes o erro que uma pessoa comete pode ser imperdoável para outro. Mesmo quem cometeu pode estar arrependido e as pessoas que estão do lado de fora podem não reconhecer esse arrependimento. Na medida do possível, eu sempre procuro entender o outro. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Eu sempre me coloco no lugar da pessoa. Claro, que existem coisas imperdoáveis e eu não gosto de traição. No calor da emoção, qualquer coisa é perdoável, mas a coisa premeditada, não.
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Eduardo Costa Divulgação/Ramon Machado
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Eduardo Costa Reprodução de internet
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